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-QUAL SUA ORIGEM? SUA DESCENDÊNCIA? SEU ADJETIVO PÁTRIO OU GENTÍLICO? QUAL SUA HISTÓRIA OU SUAS HISTÓRIAS A CONTARRRR?!!!!...

Professora Evani Marichen Lamb Riffel

Caro/a Leitor/a:
Foto: Fonte: Museu Histórico Dr. Vitor Almeida
-QUAL SUA ORIGEM? SUA DESCENDÊNCIA? SEU ADJETIVO PÁTRIO OU GENTÍLICO? QUAL SUA HISTÓRIA OU SUAS HISTÓRIAS A CONTARRRR?!!!!...

Quem nasce em Capinzal é capinzalense, catarinense, brasileiro e boa parte da população é descendente de imigrantes, aqui maioria italianos, seguidos de alemães e outros que nos precederam na história e alavancaram o progresso de nossa terra.

      Falando nos pioneiros imigrantes no período da colonização brasileira...

      Eles, os IMIGRANTES, que ao desembarcar em solo brasileiro, traziam mais que braços para trabalhar, foram povos de diversas nacionalidades que vieram para o Brasil com o sonho de fazer a América e acabaram por construir a história e a cultura brasileira..

      Não se espante ao saber que você além de brasileiro, catarinense, capinzalense ou... Também é descendente de imigrantes. Além de herdar mais um adjetivo pátrio também herdou sobrenome, idioma, usos e costumes como vestimentas, culinária, danças, brincadeiras, ferramentas, utensílios domésticos, arquitetura de casas, modos de vida.

       No nosso Museu Histórico Municipal Vitor Almeida de Capinzal, nossa terra querida, o acervo retrata muitos utensílios, objetos antigos trazidos pelos imigrantes.

Dentre estes, hoje quero focar nos velhos e encantados BAÚS trazidos pelos imigrantes .

Nesta oportunidade contar uma história do fundo do baú, que trago comigo dos "tempos de dantes."

E... Dizer que estes baús traziam junto dos imigrantes: sonhos, recordações, utensílios domésticos, ferramentas, roupas, cobertores. ...Depois os baús fizeram parte do mobiliário das casa dos imigrantes, servindo como roupeiro ou guarda fotos, objetos, etc...

      Voltamos no tempo histórico lendo um parágrafo do livro "Capinzal: joias desta terra e desta gente," na pág 61, da autoria do historiador e advogado Dr. Vitor Almeida:

...1910...

"...enquanto os trilhos de aço da Ferrovia avançavam sobranceiros sobre o solo catarinense, às margens do Rio do Peixe, em suas férteis terras, além dos residentes nas localidades e adjacências, eram atraídas famílias de Imigrantes italianos, ou seus filhos, de outras cidades, principalmente do estado do RS. As famílias chegavam no distante distrito do Rio Capinzal, ou na simples localidade, com grandes esperanças... confiando na fertilidade da terra-mãe e no próprio trabalho..."

      Depois desta prosa histórica sobra a contribuição dos imigrantes italianos, alemães e outros, na ocupação, colonização e progresso de nossa terra, que alavancou à partir de 1910, com a construção da Ferrovia SÃO PAULO- RIO GRANDE (EFSPRG)... Peço licença para aqui contar a tal história do fundo do baú:

O SEGREDO DOS BAÚS

      Era uma vez, na casa de imigrantes alemães, dois baús antiguíssimos que eram fechados a sete chaves.

      Ann, que era uma menina muito curiosa, desejava ardentemente saber o que havia dentro dos baús que ficavam atrás da porta do quarto da irmã Helga, a mais velha de uma numerosa família de 11 filhos.

      Os dias passavam iguais, os homens na lavoura arando e plantando, cuidando dos animais no pasto e as mulheres em casa, a limpar, fazer pães, bolachas, cucas, (tudo caseiro na época), e a bóia para nutrir a mesa de tantos lugares. Além de lavar, passar, costurar e bordar, ordenhar as vacas e catar ovos.

      Ah!!!! Depois quando a noite chega (...) Lavar os pés na gamela ou aos sábados tomar banho no chuveiro de lata movido a corda.... Quando a fila do banho era enormeeeeeee e a água esquentada no tacho amornava o banho mas acabava num segundo... Opa!!!! O banho nem acabou e a água se foi pelo ralo: -Será que tinha ralo??!!!!

      ...E a toalete ou o "banheiro" era a latrina, patente, privada com fossa ou uma corrida para o meio do mato, arrrrrrrreeeee!!!!!... Naquele velho tempo!!! Ufa!!!!! Ainda bem!!!!

      As mulheres deste tempo eram educadas para casar, eram submissas ao homem marido e Sr a quem deviam obediência e respeito. Acredita???!!!!

      Falando em bordados, eles lembram os enxovais que as moças casadoiras preparavam para o dia que encontrassem o sonhado ou prometido marido.

      Neste dia, Helga termina um belo pano bordado em ponto alemão, exibe-o para as irmãs e depois o dobra-o cuidadosamente.

Ann, esperta, vê surgir nas mãos dela duas pequenas chaves niqueladas. Helga levanta levando seu precioso bordado. É seguida por Ann que finalmente vai saber o guardado dos curiosos baús. Espiona agachadinha...

      Ora, ora, são apenas os enxovais de Helga solteirona que amarelam e rescendem a naftalina, esperando o noivo que ainda não chegara.

      Nos tempos antigos. A moça que não casava até 26, 27, 28, 29, 30 anos, era chamada de solteirona. Óh!!! Que maldade faziam com Helga que se tornara uma triste solteirona.

      Mas... Eis que aos 33 anos ela encontrou o viúvo Edgar, casou-se, teve dois lindos filhos e foi muito feliz!!!!...

       Ainda bem, que hoje somos mulheres com direitos iguais aos homens, foi-se o tempo da submissão e ninguém mais é chamada de solteirona se não quiser se casar!

      Ah!!! Acrescento que no tempo das solteironas, qualquer moça dama que fosse à um baile, onde os cavalheiros ou "cavaleiros' pagassem entrada, não podiam recusar dança, por não se agradar do par, pois levavam uma bofetada ou seja "um tapa na cara."

Nooooooosa!!!! Se fosse hoje em dia, dava " Maria da Penha."

Viva!!!!! Vivaaaaa!!!!! A liberdade e autonomia da mulher do século XXI!!!!

      Pirlim pimpim, esta história chega ao fim!!!!!

      Os velhos Baús foram parar no museu e esta história acontecia ainda no século passado!

*Estudante, que tal garimpar no fundo do baú, com pessoas idosas para conferir esta e outras histórias de antigamente. E... Não esqueça de fotografar aquele baú antigo na casa da bisa. Escreva e compartilhe uma nova história.


Imagens

Caro/a Leitor/a:

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Foto: Fonte: Museu Histórico Dr. Vitor Almeida
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